terça-feira, 20 de janeiro de 2009

L.A.P.A.

RIO DE JANEIRO – Morreu na manhã desta terça-feira o universitário Victor Emmanuel Muanis, de 23 anos, vítima de uma bala perdida na última quinta-feira na Lapa, centro do Rio. O jovem estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul da cidade, em coma induzido, não resistiu e faleceu.

Segundo a unidade, Victor estava com uma bala alojada atrás dos olhos e teve traumatismo craniano. O corpo do universitário foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e deve ser enterrado ainda nesta terça-feira no município de Petrópolis, região serrana do Estado do Rio.

Victor foi atingido por um tiro enquanto estava em um bar com amigos comemorando a aprovação de uma matéria no curso de Engenharia Naval da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo amigos, o jovem caiu de repente e eles acharam que o universitário tinha desmaiado. Somente depois, os presentes notaram o sangue na cabeça do rapaz.


http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/01/20/morre+jovem+de+23+anos+atingido+por+bala+perdida+no+centro+do+rio+de+janeiro+3487926.html


http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL964499-9099,00-MORRE+ESTUDANTE+ATINGIDO+POR+BALA+PERDIDA+NA+LAPA.html


Muito triste ver no que se transformou a Lapa.
Junto com o investimento da inciativa privada veio o público; o mais variado e cada vez mais inflado possível. Mas junto não veio o investimento na área do PODER PÚBLICO.
Hoje em dia, qualquer lugar que abre na Lapa, ou evento que é organizado e se forma e toma forma, na rua mesmo; em poucos meses se transforma e vira quase carnaval.
Vem a multidão, vem os ambulantes, vem os oportunistas e vem assim o caos e a desordem.

Particularmente, a Lapa que eu amava e frenquentava, já se foi. Pelo menos nas noites de fim-de-semana.
Hoje em dia, passar a noite no bairro é pra mim aventura desnecessária, a não ser por um bom motivo.
Mesmo as muitas vezes que "passei" na Lapa à noite, vinda da Z.Sul ou da casa de amigos- nessa mesma rua onde o rapaz foi baleado- a imagem que me vinha à cabeça era a doa caos e da desordem. Vinha também sentimentos de certa angústia, de certo medo, muita desconfiança e pressa...Pressa pra sair do inferno em que a Lapa se transformou.

A L.A.P.A. de 6, 8 anos atrás era muito diferente. A Lapa dos meus 15 anos, era o descompromisso e a liberdade de fumar um na escadaria, com um bando de pessoas q vc conhecia ali, na hora. Beber uma cerveja no arco-íris, sinuca na festa Zoeira e um ou outro show na Fundição Progresso. Antes mesmo do Circo Voador existir...Aliás, eu fui a shows no canteiro de obras do circo, e na inauguração dele, em 2001 acho.
Saudades daquela sensação de liberdade e pertencimento.
O medo era menor, a violência menor, o caos menor...A desordem era um charme da Lapa, tradicionalmente marginal e boêmia.





terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A Posse do Preseidente Negro

Um post muito sério e cheio de opiniões para semear...





Lé vem o negão, cheio de paixão
te catá ! te catá ! te catá !



Daqui a 1 ou 2 anos; conversamos sobre Obama ok ?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

200inove

o ano será de desafios, maiores ainda que os de 2008.
meu primeiro desafio do ano é esse:









rumo ao glamour dos musicais ! =)

eu me recuso a fazer balanços do ano, pois acho q isso é só uma data.
meus ciclos começam em outro ritmo.
pra mim 2008 acabou faz tempo...lá por meados do mês.
mas pra não dizer que não falei de flores; esse foi um grande ano.

espero que 2009 seje ainda maior e melhor !

besos con amor,
L.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

due stranieri

foto: M.R.


P: E tu che ha fatto a ieri sera ?

V: Qui sapere perché se fatto tante domande ?

V: Io credo che non bisogno conoscere per potere scendano...

V: E poi a forse non bisogno a poter scendano.



L'Eclisse

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A praia do futuro

O farol Velho e O Novo

Há alguns dias que tento formular algo para escrever sobre a apresentação do Peter Greenaway que vi. E quase não vi.

Sr.Greenaway começa a apresentação exlicando que o que ele vai mostrar, não pode ser realmente considerada como uma VJ_Performance. É mais que isso.
Brevemente ele discorre sobre sua afirmação categórica:
o cinema está morto.

O cinema como conhecemos hoje(Ou como ele diz, a "Sindrome de Casablanca".): sua forma, estrtura e a experiência cinematográfica está obsoleta. Isso de se sentar numa sala escura, durante 2 horas para ver uma história ser contada através de sons e imagens, não funciona mais. Não desperta mais interesse. Precisamos pensar em outra forma, precisamos aliar às novas tecnologias, fazer cinema pensando que estamos na era da imagem instantânea, da enxurrada de informação visual nos invadindo por todos os meios. Temo que pensar nas novas mídias, como temos que pensar também nas novas narrativas, ou nas não-narrativas.
Fazer do cinema uma experiência sensorial além olho-ouvidos. Fazer dele uma completa experiência corporal.
Ele explica então, que a morte desse cinema, aconteceu em 1983 quando surgiu o controle remoto, aparelhinho que operava tanto a TV quanto o vídeo, ao mesmo tempo. Foi então que feneceu o cinema-passividade.
Ele nos convida a entrar na sua idéia e executarmos que ele chama de "sweat dance", somos então livres para levantar e dançar ou interagir como bem entendermos, com sua aprovação e consentimento¹.

Começa a apresentação.



A Life in Suitcases
A History of Tulse Luper

São 5 telões dispostos uma ao lado do outro, formando um semi-círculo.
Uma grande parede de imagens, que se alternam nesses telões, em muitos momentos seguindo uma ordem de tempo, às vezes simultaneamente, estando as imagens passando ao mesmo tempo nos 5 telões.
É difícil descrever, nem acho que vale a pena. O que posso dizer é que de fato, é uma experiência sem iguais. As imagens causaram em mim muita inquietação. Eu tive vontade sim de levantar da cadeira, ñ para fazer qualquer tipo de dança, mas estar sentada ali somente assitindo à tudo quieta, não bastava. O som era muito bom, e me envolvia totalmente.
Foi cansativo aos meus olhos, ouvidos e mente, porque talvez eu tenha errado como expectadora. Tentei prestar atenção às imagens, ao som que se linkava à elas, às palavras escritas em muitas das imagens, à ordem de apresentação das 92 malas.

Mala 4: cartas de amor
Mala 7: pornografia do Vaticano
Mala 19: Passaportes
Mala 23: cerejas
Mala 24: Mel
Mala 28: cadeados e chaves
Mala 32: animais de zoológico
Mala 33: Idéias sobre a America
Mala 38: água
Mala 40: uma adormecida
Mala 42: 92 objetos
Mala 43: arco-íris
Mala 58: partes de corpo
Mala 63: penas e ovos


It's all about the symbols
the symbols
the symbols
It's all about the symbols
the symbols
It's all about the symbols

never heard of these happenning again
never heard of these happenning again
never heard of these happenning again
never heard of these happenning again
never heard of these happenning again
never heard of these happenning again

Once Upon a time, that was a beuatiful woman
who loved an older man unwisely...

My name is Tulse Luper, and I'm a prisioner of life !

My name is Tulse Luper, and I'm a prisioner of life !

My name is Tulse Luper, and I'm a prisioner of life !

Diversas camadas de sons, se sobrepondo em ritmo alucinado.
Imagens que se repetiam e imagens que só apareciam uma vez em um único telão.

É como se Peter Greenaway estivesse pintando um quadro ao vivo.
Sua postura era de um pinto em pleno âmbito de criação.
Mas na real ela tava era desconstruindo e construindo ao mesmo tempo um filme, que narra a trajetória de Tulse Luper(e do urânio)através de 92 malas que continham objetos ou outras coisas que diziam sua história. Todas as prisões por qual passou. As malas abertas, janelas para as idéias dele.

Ainda absorvo a experiência tentando sorver cada imagem que me vêm à cabeça.
O que pensei é que ele ñ está tentando dizer que esse será o cinema do futuro. Ele só está querendo mostrar que esse é um primeiro passo, um primeiro experimento/estudo sobre como pode vir a ser o cinema.
Livre da relação passiva que é estabelecida e consentida cada vez que sentamos no cinema com pipoca e coca-cola.
Um cinema talvez mais próximo de uma experiência sensorial completa, onde o espectador faça parte da criação.


(...continua)








¹ Nesse momento eu credulamente, achei que o público presente iria se empolgar e entrar na onda. Não que achei q fosse virar algum show de rock, mas q as pessoas iriam interagir minimamente. Pensamento vão. O espetáculo todo pareceu mesmo é hipnotiza os presentes e troná-los ainda mais passivos que antes. Deve ter sido uma decepção para o Sr.Greenaway. Algumas pessoas dromiam despreocupadas e outras deixaram o teatro antes do fim. É estranho ver como certas coisas são rapidamente assiiladas aqui no Brasil, e por outro lado certas coisas estão tão longe ainda de nossa possível aceitação ou compreensão. Mas pensando melhor, isso é um tanto óbvio, no país das novelas. Foi ingênuo de minha parte achar q a performance tão tecnológica e futurista do P.G. iria mesmo agradar nossas mentes tupiniquins-novelescas.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

a civilização do espetáculo

Vargas Llosa ataca Woody Allen, Carla Bruni e John Galliano
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da Efe, em Madri

O estilista John Galliano, o cineasta Woody Allen, a revista "Olá" e a cantora Carla Bruni foram classificados nesta segunda-feira pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa como parceiros do que ele chama a "civilização do espetáculo".

Vargas Llosa foi o protagonista de uma conferência organizada pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) por ocasião de sua 64ª assembléia.

Seu discurso foi apresentado pelo diretor do jornal espanhol "El País", Javier Moreno, para quem o jornalismo vive um momento difícil e de transição cujos perfis não estão ainda definidos.

Para o autor de "Pantaleão e as Visitadoras", como conseqüências da civilização do espetáculo, a literatura, as artes plásticas, a crítica, o cinema, a política, o sexo e o jornalismo desapareceram em sua essência mais pura.

Isso ocorre, disse, porque há um total desdém por tudo o que lembra que a vida não só é diversão, também drama, dor, mistério e frustração.

Segundo o escritor, no campo do jornalismo, a difusão da frivolidade se alimenta do escândalo.

"A revista 'Olá' e seus 'congêneres são os produtos mais genuínos da civilização do espetáculo porque dão respeitabilidade ao que antes era produto marginal e quase clandestino: escândalo, intriga e inclusive a calúnia", afirmou Llosa.

"A triste verdade é que nenhum meio pode manter um público fiel se ignora a moda imperante", disse o escritor, baseando sua conclusão de que o problema não está no jornalismo mas num estilo de vida que tem no entretenimento passageiro a maior aspiração humana.

"A obrigação de pôr a cultura ao alcance de todos teve em muitos casos o indesejável efeito do desaparecimento de a alta cultura, minoritária pela complexidade de seus códigos, em favor de um amálgama na qual tudo cabe", afirmou o peruano.

Llosa criticou as seções destinadas à cultura. Para ele, desapareceram os intelectuais e praticamente os críticos, mas a cozinha e a moda ocupam boa parte das seções dedicadas à cultura, em um mundo controlado pela publicidade que dá carta de "cidadão honorário a John Galliano e a seus espantalhos indumentários" --nas palavras do escritor.

"E já não produz criadores como Bergman, Visconti ou Buñuel. Coroado como ícone é Woody Allen, que está para um David Lynch ou um Orson Wells como Andy Warhol para Gauguin", afirmou Llosa.

Mas é a política, disse Vargas Llosa, que experimentou maior banalização, porque tiques nervosos da publicidade tomam o lugar das idéias. "Carla Bruni com seu fogo de artifício midiático, mostra como nem sequer a França pôde resistir à frivolidade